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Consciência Política

Muito se tem falado sobre “política”. Mas, o que é “política”, realmente?
Se consultarmos o dicionário, veremos que “política” é uma arte, que, se bem empregada, poderia trazer muitos benefícios.  Temos várias definições:
Ciência dos fenômenos referentes ao Estado; – Ciência Política; – Sistema de regras respeitantes aos negócios públicos; – Arte de bem governar os povos;
Habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados; – Maneira hábil de agir; – E outras.
No entanto, para que haja uma boa política, esta deve estar acompanhada de algo divino, Consciência.
E, o que é “Consciência”? É o sentimento ou percepção do que se passa em nós; – Voz secreta da alma; – Senso de autocrítica, aprovando ou desaprovando nossas ações; – Senso de responsabilidade; – Honradez; – Retidão; – Sinceridade absoluta.
Infelizmente, essas duas palavras “Consciência” e “Política” não têm estado ligadas ultimamente.
Os nossos “pretensos políticos” talvez nem saibam o que realmente é “Consciência Política”
Vários são os fatores que causam essa ignorância generalizada.  Basicamente, o nosso povo ainda não despertou para a importância que tem o seu voto.  Assim como aqueles que se candidatam a cargos públicos também não estão preparados para exercê-los.  Em ambos os casos falta “Consciência”.  E o pior é que isso já vem de longa data.
Parece-me que chegou a hora de revertermos este quadro.  Precisamos fazer uma auto-análise e procurar descobrir o verdadeiro sentido da nossa existência.  Tomarmos consciência de que todos nós temos missões a cumprir, e, se possível, fazer sempre o melhor em tudo.
Cito aqui um trecho de um Ensinamento de Meishu-Sama, Fundador da Igreja Messiânica Mundial, constante do livro Alicerce do Paraíso: “Aos políticos cabe esquecerem a si próprios, pondo a felicidade do povo acima de tudo e erigindo-se como exemplos de boa conduta. O povo também deve praticar boas ações e esforçar-se, constantemente, para desenvolver sua inteligência”.
É certo que a perfeição do homem é uma utopia.  No entanto, devemos nos esforçar, ao máximo, para tentar alcançá-la.  Só assim poderemos ser felizes de fato.
  Sinceramente!
         Jeronimo Madureira
  10/01/08.
Jeronimo Madureira
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
Código do texto: T811669

A Consciência

A consciência 

A consciência psicológica é o poder que possui o espírito de perceber a si mesmo. É a intuição que um ser tem das modificações que nele se processam, a função pela qual conhecemos nossa vida interior. 

A consciência pode ser considerada sob quatro aspectos: conteúdo (objeto à consciência); atividade (função psíquica unificadora da vida mental); violência (experiência vital, estado vivido das consciências); saber (conhecimento das coisas vividas ou aprendidas). 

A intencionalidade, isto é, o ato de tender a algo distinto de si mesmo, é o caráter de toda consciência atual. A consciência só existe, portanto, como consciência, algo distinto de si mesma, a consciência revela a objeto, revela a si mesma. 

Consciência psíquica 

Sob ponto de vista psicológico, a consciência caracteriza-se por uma atividade de síntese mental, que consiste em coordenar, num ato único de pensamento, um número, maior ou menor, de elementos psíquicos. O tipo dessa atividade sintética é representado pela atenção, que se manifesta pela unificação da vida psíquica nem sentido determinado, acompanhada de um grau elevado de consciência. 

A síntese mental pode ainda ser encontrada na percepção (consciência simultânea da direção geral do pensamento e da ligação lógica entre as proposições sucessivas). Todos os fenômenos psíquicos que não se encontram integrados nessa síntese mental, isto é, que se acham à margem do curso do pensamento principal, escapam à consciência. São elementos psíquicos que ficam isolados e ignorados do pensamento claro. 

Os atos que correspondem a esses elementos constituem as distrações; eles são inconscientes nesse momento, mas podem revelar-se à consciência por suas conseqüências. A intensidade da impressão não é como parece, o fator necessário e suficiente da consciência. Realmente, o fator intensidade é muito relativo. Tal fato exterior, que sobre um indivíduo produz impressão considerável, mal é percebido por outro, colocado, entretanto, nas mesmas condições externas, mas absorto em profunda reflexão. De outro ponto de vista, s intensidade é sempre mais ou menos relativa, pois depende dos interesses do momento. 

Depende também do hábito. Formas de consciência Consciência espontânea: é o conhecimento imediato que acompanha todos os fenômenos psicológicos. Poderia ser, por isso, melhor denominada consciência direta ou imediata, porque é a primeira impressão de nossos estados psíquicos. “Se não fosse essa consciência, todos esses estados nos iam ser estranhos, exatamente como os fenômenos da vida vegetativa. 

” A consciência espontânea é confusa e indistinta: é uma espécie de sentimento global da vida psicológica, pela qual esta nos é dada, sobretudo pela continuidade em seu fluir. Consciência refletida: é a volta deliberada do espírito sobre si mesmo, os fatos surgem bruscamente e se impõe ao nosso espírito. Na consciência refletida, nascem de uma elaboração, de uma reflexão mais ou menos prolongada. 

Podemos dizer que consciência refletida é a consciência de si mesma. Foulquié prefere distinguir, de um lado, a consciência imediata ou não-posicional, isto é, que não situa, não afirma nada, nem objeto, nem sujeito; de outro lado, a tomada de consciência ou consciência posicional, que situa ou afirma alguma coisa. Esta tomada de consciência é diretamente consciência do objeto. Nos seres capazes de reflexão, como o homem, ela se torna consciência de si mesma. 

Graus da consciência 

A consciência apresenta, vários graus de ou níveis de intensidade, clareza e concentração. Costuma-se destacar nela três zonas principais: a) a consciência propriamente dita que é a zona mais clara e intensa, chamada foco da consciência; b) o subconsciente, que é a zona parcialmente iluminada, marginal ou crepuscular da consciência; c) o inconsciente, que é a zona escura ou noturna da vida psíquica. 

Essas zonas não estão separadas, pelo contrário, acham-se unidas e em contínua integração. Todas dependem uma das outras. E a atividade sintética da consciência na sua função de adaptação ao real só consegue êxito graças à colaboração do subconsciente e do inconsciente. Entre essas zonas de maior ou menor intensidade da vida psíquica existem graus intermediários de consciência. A maioria admite a divisão clássica: consciência, subconsciente e inconsciente. Já os psicanalistas estabelecem outra divisão. Para Freud. A vida psíquica compreende três zonas: a do Ego, a do Superego e a do Id. O Ego compõe-se de elementos conscientes e pré-conscientes. 

O Superego é constituído pelo inconsciente recalcante; O Id., pelo inconsciente recalcado. Jung assinala na vida psíquica a consciência, o pré-consciente e o inconsciente. Mas divide este em inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. Luís Juan Guerreio, a vida psíquica abrange três zonas: a) a zona propriamente consciente, onde se distinguem o foco da consciência e o campo marginal da consciência; b) a zona intermediária do umbral da consciência, que representa a consciência diminuída ou liminiar; c) a zona infraconsciente, que compreende a subconsciência ou consciência virtual, e a inconsciência ou consciência dissociada. 

Na realidade, a consciência é uma só com graus diversos de intensidade, clareza e concentração. É uma concepção espacial que não reflete, com fidelidade, a natureza unitária, global e dinâmica da vida psíquica.Essas zonas assinaladas pelos psicólogos só podem ser admitidas como hipóteses de trabalho para exprimir os diversos níveis da vida psíquica, em que a consciência se torna, cada vez menos clara, vivia e concentrada, à medida que os fenômenos psíquicos estão menos ligados às imagens pessoais do eu. 

Na mesma medida em que se desligam das imagens pessoais do eu., os fatos psíquicos tendem a transformar-se em puras virtualidades atualizam-se em razão e em proporção de sua relação com as imagens e os interesses pessoais do eu.Caracteres da consciência. A consciência possui os seguintes caracteres fundamentais: Dinamismo: os fatos de consciência se sucedem e se transformam, sem interrupção. Tonalidade: os fatos da consciência formam conjuntos unitários e coerentes. 

Estes conjuntos constituem diversos planos ou níveis de unificação. Os fatos da consciência forma estruturas complexas, inter-relacionadas, comparáveis a estratos superpostos, os processos de maior concentração mental determinam uma maior unidade consciente, enquanto que os processos psíquicos de menor tensão e maior dispersão se produzem num nível ou estrato inferior da consciência. 
Imediatismo: os fatos da consciência, em razão de serem a experiência que o sujeito tem de si mesmo, não admitem intermediário. 

Subjetividade: os fatos da consciência possuem sempre relação com um eu, são portanto, pessoais ao sujeito e, como tais, incomunicáveis e invioláveis. Esses fatos são incomunicáveis, invioláveis. É um mundo fechado. 
Intencionalidade: os fatos da consciência se referem sempre a algum objeto, isto é, tendem para alguma coisa. Daí o axioma fundamentalmente da femenologia: a consciência é sempre a consciência de alguma coisa e não dela mesma ou de seus estados. 

Prospecção: os fatos da consciência integram-se no comportamento do homem permanente é a adaptação ao meio e à realidade.Patologia da consciência. A consciência pode sofrer, em determinados casos, as seguintes alterações patológicas: 

Obnubilação: debilitação psíquica da convivência com diminuição se sua clareza e enfraquecimento da atividade intelectual. Nas intoxicações, nas infecções, nos estados demências, etc. 

Estado crepuscular: forma transitória de obnubilação, com alterações da percepção do mundo exterior. Observa-se na histeria, na epilepsia, nas psicoses tóxicas, etc. 

Onirismo: No sonho normal ou nos estados oníricos de certas psicoses, a consciência perde a tensão psíquica, dissocia-se, desintegra-se, torna-se incapaz de assegurar a síntese mental e é denominada pelas pulsões do inconsciente e do intestino. 

Coma: estado de sonolência e de torpor profundo acompanhado de suspensão, mais ou menos completa, da atividade psíquica, com perturbações da mortalidade e da sensibilidade.Função da consciência. A consciência constitui o instrumento de percepção do espírito pelo próprio espírito, órgão de adaptação da vida psíquica à realidade. 

Para o exército dessa dupla função, a consciência: a) por meio da atenção, escolhe, seleciona os fatos do mundo exterior ou interior; b) por meio da associação, reúnem os fatos em sínteses ou estruturas articuladas; c) por meio de hábito, assimila, isto é, integra no próprio seio os fatos escolhidos e associados; d) por meio do eu e da síntese e à ação. A consciência representa assim, o foco de convergência e de irradiação de toda a vida psicológica.



Concepção Racionalista e Concepção Empirista

A concepção racionalista

Concepção filosófica que afirma a razão como única faculdade de propiciar o conhecimento adequado da realidade. A razão, por iluminar o real e perceber as conexões e relações que o constituem, é a capacidade de apreender ou de ver as coisas em suas articulações ou interdependência em que se encontram umas com as outras. Ao partir do pressuposto de que o pensamento coincide com o ser, a filosofia ocidental, desde suas origens, percebe que há concordância entre a estrutura da razão e a estrutura análoga do real, pois, caso houvesse total desacordo entre a razão e a realidade, o real seria incognoscível e nada se poderia dizer a respeito. O racionalismo gnosiológico ou epistemológico é inseparável do racionalismo ontológico ou metafísico, que enfoca a questão do ser, pois o ser está implicado no pensamento do ser. Declarar que o real tem esta ou aquela estrutura implica em admitir, por parte da razão, enquanto faculdade cognitiva do ser humano, a capacidade de apreender o real e de revelar a sua estrutura. O conhecimento, ao se distinguir da produção e da criação de objetos, implica a possibilidade de reproduzir o real no pensamento, sem alterá-lo ou modificá-lo. Dois elementos marcariam o desenvolvimento da filosofia racionalista clássica no século XVII. De um lado, a confiança na capacidade do pensamento matemático, símbolo da autonomia da razão, para interpretar adequadamente o mundo; de outro, a necessidade de conferir ao conhecimento racional uma fundamentação metafísica que garantisse sua certeza. Ambas as questões conformaram a idéia basilar do Discurso sobre o método (1637) de Descartes, texto central do racionalismo tanto metafísico quanto epistemológico. Para Descartes, a realidade física coincide com o pensamento e pode ser traduzida por fórmulas e equações matemáticas. Descartes estava convicto também de que todo conhecimento procede de idéias inatas – postas na mente por Deus – que correspondem aos fundamentos racionais da realidade. A razão cartesiana, por julgar-se capaz de apreender a totalidade do real mediante "longas cadeias de razões", é a razão lógico-matemática e não a razão vital e, muito menos, a razão histórica e dialética. O racionalismo clássico ou metafísico, no entanto, cujos paradigmas seriam o citado Descartes, Spinoza e Leibniz, não se limitava a assinalar a primazia da razão como instrumento do saber, mas entendia a totalidade do real como estrutura racional criada por Deus, o qual era concebido como "grande geômetra do mundo". Spinoza é o mais radical dos cartesianos. Ao negar a diferença entre res cogitans – substância pensante – e res extensa – objetos corpóreos – e afirmar a existência de uma única substância estabeleceu um sistema metafísico aproximado do panteísmo. Reduziu as duas substâncias, res cogitans e res extensa, a uma só – da qual o pensamento e a extensão seriam atributos. 
Principais racionalistas modernos: Descartes, Leibniz, Pascal e Spinoza

A concepção empirista 

Sob uma perspectiva contrária, os empiristas britânicos refutaram a existência das idéias inatas e postularam que a mente é uma tabula rasa ou página em branco, cujo material provém da experiência. A oposição tradicional entre racionalismo e empirismo, no entanto, está longe de ser absoluta, pois filósofos empiristas como John Locke e, com maior dose de ceticismo, David Hume, embora insistissem em que todo conhecimento deve provir de uma "sensação", não negaram o papel da razão como organizadora dos dados dos sentidos. O próprio fato de haver toda esta controvérsia em torno da problemática suscitada por Descartes revela a importância crucial das teses racionalistas. O racionalismo cartesiano e o empirismo inglês desembocaram no Iluminismo do século XVIII. A razão e a experiência de que resulta o conhecimento científico do mundo e da sociedade bem como a possibilidade de transformá-los são instâncias em nome das quais se passou a criticar todos os valores do mundo medieval. A nova interpretação dada à teoria do conhecimento pelo filósofo alemão Immanuel Kant, ao desenvolver seu idealismo crítico, representou uma tentativa de superar a controvérsia entre as propostas racionalistas e empiristas extremas. Entendido como posição filosófica que sustenta a racionalidade do mundo natural e do mundo humano, o racionalismo corresponde a uma exigência fundamental da ciência: discursos lógicos, verificáveis, que pretendem apreender e enunciar a racionalidade ou inteligibilidade do real. Ao postular a identidade do pensamento e do ser, o racionalismo sustenta que a razão é a unidade não só do pensamento consigo mesmo, mas a unidade do mundo e do espírito, o fundamento substancial tanto da consciência quanto do exterior e da natureza, pressuposto que assegura a possibilidade do conhecimento e da ação humana coerente. Para além de seus possíveis elementos dogmáticos, a filosofia racionalista, ao ressaltar o problema da fundamentação do conhecimento como base da especulação filosófica, marcou os rumos do pensamento ocidental. 
As principais características do empirismo são:
1 – não há idéias inatas, nem conceitos abstratos; 
2 – o conhecimento se reduz a impressões sensíveis e a idéias definidas como cópias enfraquecidas das impressões sensoriais; 
3 – as qualidades sensíveis são subjetivas; 
4 – as relações entre as idéias reduzem-se a associações; 
5 – os primeiros princípios, e em particular o da causalidade, reduzem-se a associações de idéias convertidas e generalizadas sob forma de associações habituais; 
6 – o conhecimento é limitado aos fenômenos e toda a metafísica, conceituada em seus termos convencionais, é impossível. 
Principais filósofos empiristas: Francis Bacon, John Locke, Thomas Hobbes, George Berkeley e David Hume

  


Racionalismo e Empirismo

Racionalismo e Empirismo

 

Questão: 
Preciso que vocês me ajudem a encontrar alguma coisa sobre Empirismo e Racionalismo, desde a concepção ate os Ídolos. E quero que me ajudem tambem a saber o que é a dedução em Descartes? (Composição entre o método indutivo e dedutivo) 
inst: Universidade Federal do Ceara
nome: Raquel Marques
titulo: estudante

Racionalismo e Empirismo 

Estas duas correntes do pensamento ocidental determinaram a filosofia especialmente desde o início da modernidade. Na verdade, a discussão vai até a antiguidade com Platão e Aristóteles. Enquanto Aristóteles tinha um posição mais empirista, Platão foi bastante racionalista. Mas esta distinção é muito artificial se aplicada assim à Antiguidade. Como disse, a partir da modernidade, especialmente com o início da era da teoria do conhecimento, a distinção aparece de forma mais clara. O pai da modernindade, Descartes, também é o primeiro grande representante do racionalismo, seguido então por Leibniz. Enquanto os racionalistas se desenvolveram mais na Europa continental, os empiristas foram mais fortes na Inglaterra: Hume e Locke são os dois maiores expoentes deste lado. 

Bem, mas o que é Racionalismo e Empirismo? Esta é uma questão ampla, mesmo porque existe diferentes formas e variantes nos dois lados. O racionalismo de Descartes se distuingue muito do de Leibniz, o empirismo de Hume do de Locke. De grosso modo pode-se dizer: Enquanto o racionalismo afirma que a razão pura (a razão sem influência dos sentidos empíricos) é a maior (ou única) fonte do conhecimento, enquanto o empirismo, pelo contrário, afirma que todo nosso conhecimento é adquirido pelos sentidos empiricos (visão, audição, tato, etc.) 

Essa tensão foi o ponto de partida da filosofia de Kant, que tentou conciliar os dois lados. Mas isso tornou a filosofia kantiana cheia de tensões, que Hegel tenta levar às ultimas consequências no seu sistema dialético. Até a filosofia contemporânea bebeu das duas fontes: no empirismo lógico do círculo de Viena também se procurou conciliar as duas coisas: a lógica é dada imediatamente (inata) à razão, os dados, com os quais a razão lógica trabalha é, por outro lado, material obtido através dos sentidos. 

Boa sorte na sua pesquisa! 
Dr. phil Guido Imaguire 
11.5.2000


Fonte: http://www.filosofos.com.br/tema_racionalismoimpirismo.htm

Afinal, o que é conhecimento?

O objetivo deste artigo é construir com o leitor um breve entendimento, através da história, sobre a compreensão das influências de várias teorias do conhecimento estabelecendo parâmetros de avaliação, critérios de verdade, objetivação, metodologia e relação sujeito e objeto para os vários modos de conhecimentos diante da crise da razão que se instaurou no século XX e que há de se prolongar neste presente século, através dos desafios da construção de uma ética normativa compatível com as evoluções das descobertas e do conhecimento no campo científico.

Começamos por conceituar o conhecimento: Conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer.

Na Grécia Antiga temos várias visões e métodos de conhecimento:

Sócrates: Estabelecendo seus métodos: ironia e maiêutica.

Platão – Doxa – A ciência é baseada na Opinião

Aristóteles – Episteme – A ciência é baseada Observação (Experiência)

I – Teoria do Conhecimento na Antigüidade:

Podemos perceber que os Filósofos gregos deixaram algumas contribuições para a construção da noção de conhecimento:

a. Estabeleceram a diferença entre conhecimento sensível e conhecimento intelectual

b. Estabeleceram diferença entre aparência e essência.

c. Estabeleceram diferença entre opinião e saber

d. Estabeleceram regras da lógica pra se chegar à verdade

II -Teoria do Conhecimento na Idade Média:

1. Na Patrística – Temos a tendência da conciliação do pensamento cristão ao pensamento platônico, sendo seu grande expoente Santo Agostinho.

2. Na Escolásticas – Temos a anexação da Filosofia aristotélica ao pensamento cristão, com o estreitamento da relação Fé e razão, sendo seu grande expoente São Tomás de Aquino.

3. Nominalismo – Temos o final do domínio do Pensamento Medieval, com a separação da Filosofia da teologia através do esvaziamento dos conceitos. Sendo seus expoentes Duns Scotto e Guilherme de Oclkam.

III – Teoria do Conhecimento na Idade Moderna:

A primeira revolução Científica trouxe várias mudanças para o pensamento, dentre as quais podemos destacar a mudança da visão teocentrista (Deus é o centro do conhecimento), para visão antropocentrista (o homem é o centro do conhecimento).

1. O racionalismo de. René Descartes – O discurso do Método: A máxima do cartesianismo "Cogito ergo sun".

2. O empirismo:

a. John Lock – a experiência

b. David Hume – a Crença

3. O criticismo kantiano: O conhecimento a priori: Universal e necessário.

4. A herança iluminista: A razão.

III – Teoria do Conhecimento na Idade Contemporânea: A Crise da Razão.

O novo iluminismo de Habermas

A razão crítica precisa:

a. Fazer a crítica dos limites

b. Estabelecer princípios éticos

c. Vincular construção a raízes sociais.

CONCLUSÃO:

A construção do conhecimento fundado sobre o uso crítico da razão, vinculado a princípios éticos e a raízes sociais é tarefa que precisa ser retomada a cada momento, sem jamais ter fim.

O assunto é por demais amplo e muito bem discutido por vários filósofos. Nossa pretensão foi apensas de trazer uma reflexão através de um esboço sistemático da história do conhecimento.

Deixamos para apreciação através de uma análise analítica e crítica os principais modos de conhecer o mundo e suas formas de abordagens para se chegar ao conhecimento verdadeiro.

Modos de Conhecer o Mundo

Critérios de verdade

Objetivação

Metodologia

Relação sujeito-Objeto

1. O Mito

A Fé

Dogmatismo – Doutrinamento e Proselitismo

A experiência pessoal

Relação Suprapessoal, onde a Revelação do Sagrado se manifesta (revela) sobrenaturalmente ao profano através do rito (Dramatização do mito, ou seja, da liturgia religiosa).

2. A Filosofia

A razão

A razão discursiva.

A dialética

(O discurso)

Relação transpessoal onde a palavra diz as coisas. O mundo se manifesta pelos fenômenos e é dizível através do logos.

3. O Senso Comum

A cultura ética e moral

A Tradição cultural

As crenças silenciosas

(Ideologias)

Relação interpessoal, onde a ideologia estabelecida pelas idéias dominantes e pelos poderes estabelecidos.

4. A Arte

A estética

Esteticismo = A subjetividade do artista e do contemplador (observador) da arte.

O gosto

Relação pessoal, onde a criatividade e a percepção da realidade do autor e a interpretação e sensibilidade do observador.

5. A Ciência

A experimentação

Objetividade -Comprovação de uma determinada tese de modo objetivo

A observação

Relação "impessoal", A isenção do cientista diante de sua pesquisa: O mito da neutralidade científica.

© Copyright 2003 – Prof. Vanderlei de Barros Rosas – Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.

Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/vanderlei22.htm

Teoria do conhecimento

INTRODUÇÃO

A necessidade de procurar explicar o mundo dando-lhe um sentido e descobrindo-lhe as leis ocultas é tão antiga como o próprio Homem, que tem recorrido para isso quer ao auxílio da magia, do mito e da religião, quer, mais recentemente, à contribuição da ciência e da tecnologia. Mas é sobretudo nos últimos séculos da nossa História, que se tem dado a importância crescente aos domínios do conhecimento e da ciência. E se é certo que a preocupação com este tipo de questões remonta já à Grécia antiga, é porém a partir do séc. XVIII que a palavra ciência adquire um sentido mais preciso e mais próximo daquele que hoje lhe damos. É também sobretudo a partir desta época que as implicações da atividade científica na nossa vida quotidiana se têm tornado tão evidentes, que não lhe podemos ficar indiferentes. O que é o conhecimento científico, como se adquire, o que temos implícito quando dizemos que conhecemos determinado assunto, em que consiste a prática científica, que relação existe entre o conhecimento científico e o mundo real, quais as conseqüências práticas e éticas das descobertas científicas, são alguns dos problemas com que nos deparamos frequentemente. Diante desses questionamentos, este trabalho pretende fazer um apanhado geral acerca da Teoria do Conhecimento, suas correntes e representantes, de modo que se torne mais fácil a sua compreensão.

CONCEITO

A teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento. Entre as questões principais que ela tenta responder estão as seguintes. O que é o conhecimento? Como nós o alcançamos? Podemos conseguir meios para defendê-lo contra o desafio cético? Essas questões são, implicitamente, tão velhas quanto a filosofia. Mas, primordialmente na era moderna, a partir do século XVII em diante – como resultado do trabalho de Descartes (1596-1650) e Locke (1632-1704) em associação com a emergência da ciência moderna – é que ela tem ocupado um plano central na filosofia. Basicamente é conceituada como o estudo de assuntos que outras ciências não conseguem responder e se divide em quatro partes, sendo que três delas possuem correntes que tentam explica-las: I – O conhecimento como problema, II- Origem do Conhecimento e III- Essência do Conhecimento e IV – Possibilidade do Conhecimento.

PRINCIPAIS CORRENTES E SEUS REPRESENTANTES 

A)    O Conhecimento Quanto à Origem

A polêmica racionalismo-empirismo tem sido uma das mais persistentes ao longo da história da filosofia, e encontra eco ainda hoje em diversas posições de epistemólogos ou filósofos da ciência. Abundam, ao longo da linha constituída nos seus extremos pelo racionalismo e pelo empirismo radicais, as posições intermédias, as tentativas de conciliação e de superação, como veremos a seguir.

• Empirismo

“O empirismo pode ser definido como a asserção de que todo conhecimento sintético é baseado na experiência.” (Bertrand Russell).

Conceitua-se empirismo, como a corrente de pensamento que sustenta que a experiência sensorial é a origem única ou fundamental do conhecimento.

Originário da Grécia Antiga, o empirismo foi reformulado através do tempo na Idade Média e Moderna, assumindo várias manifestações e atitudes, tornando-se notável as distinções e divergências existentes. Porém, é notório que existem características fundamentais, sem as quais se perde a essência do empirismo e a qual, todos os autores conservam, que é a tese de que todo e qualquer conhecimento sintético haure sua origem na experiência e só é válido quando verificado por fatos metodicamente observados, ou se reduz a verdades já fundadas no processo de pesquisa dos dados do real, embora, sua validade lógica possa transcender o plano dos fatos observados.

Como já foi dito anteriormente, existe no empirismo divergência de pensamentos, e é exatamente esse aspecto que abordaremos a seguir. São três, as linhas empíricas, sendo elas: a integral, a moderada e a científica.

O empirismo integral reduz todos os conhecimentos – inclusive os matemáticos – à fonte empírica, àquilo que é produto de contato direto e imediato com a experiência. Quando a redução é feita à mera experiência sensível, temos o sensismo (ou sensualismo). É o caso de John Stuart Mill, que na obra Sistema da Lógica diz que todos os conhecimentos científicos resultam de processos indutivos, não constituindo exceção as verdades matemáticas, que seriam resultado de generalizações a partir de dados da experiência. Ele apresenta a indução como único método científico e afirma que nela resolvem-se tanto o silogismo quanto os axiomas matemáticos.

O empirismo moderado, também denominado genético-psicológico, explica que a origem temporal dos conhecimentos parte da experiência, mas não reduz a ela a validez do conhecimento, o qual pode ser não-empiricamente valido (como nos casos dos juízos analíticos). Uma das obras baseadas nessa linha é a de John Locke (Ensaios sobre o Entendimento Humano), na qual ele explica que as sensações são ponto de partida de tudo aquilo que se conhece. Todas as idéias são elaborações de elementos que os sentidos recebem em contato com a realidade.

Como já foi dito, para os moderados há verdades universalmente validas, como as matemáticas, cuja validez não assenta na experiência, e sim no pensamento. Na doutrina de Locke, existe a admissão de uma esfera de validade lógica a priori e, portanto não empírica, no que concerne aos juízos matemáticos.

Por fim, há o empirismo científico, que admite como válido, o conhecimento oriundo da experiência ou verificado experimentalmente, atribuindo aos juízos analíticos significações de ordem formal enquadradas no domínio das fórmulas lógicas. Esta tendência está longe de alcançar a almejada “unanimidade cientifica”.

 
• Racionalismo

É a corrente que assevera o papel preponderante da razão no processo cognoscitivo, pois, os fatos não são fontes de todos os conhecimentos e não nos oferecem condições de “certeza”.

Um dos grandes representantes do racionalismo, Gottfried Leibniz, afirma em sua obra Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano, que nem todas as verdades são verdades de fato; ao lado delas, existem as verdades de razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento humano e dotadas de universalidade e certeza (como por exemplo, os princípios de identidade e de razão suficiente), enquanto as verdades de fato são contingentes e particulares, implicando sempre a possibilidade de correção, sendo válidas dentro de limites determinados.

Ainda retratando o pensamento racionalista, encontramos Reneé Descartes, adepto do inatismo, que afirma que somos todos possuidores, enquanto seres pensantes, de uma série de princípios evidentes, idéias natas, que servem de fundamento lógico a todos os elementos com que nos enriquecem a percepção e a representação, ou seja, para ele, o racionalismo se preocupa com a idéia fundante que a razão por si mesma logra atingir.

Esses dois pensadores podem ser classificados como representantes do racionalismo ontológico, que consiste em entender a realidade como racional, ou em racionalizar o real, de maneira que a explicação conceitual mais simples, se tenha em conta da mais simples e segura explicação da realidade.

Existe também uma outra linha racionalista, originada de Aristóteles, denominada intelectualismo, que reconhece a existência de “verdades de razão” e, além disso, atribui à inteligência função positiva no ato de conhecer, ou seja, a razão não contém em si mesma, verdades universais como idéias natas, mas as atinge à vista dos fatos particulares que o intelecto coordena. Concluindo: o intelecto extrai os conceitos ínsitos no real, operando sobre as imagens que o real oferece.

Hessen, um dos adeptos do intelectualismo, lembra que há nele uma concepção metafísica da realidade como condição de sua gnoseologia, que é conceber a realidade como algo de racional, contendo no particularismo contingente de seus elementos, as verdades universais que o intelecto “lê” e “extrai”, realizando-se uma adequação plena entre o entendimento e a realidade, no que esta tem de essencial.

Por fim, devemos citar uma ramificação do racionalismo que alguns autores consideram autônoma, que é o Criticismo.

O criticismo é o estudo metódico prévio do ato de conhecer e dos modos de conhecimento, ou seja, uma disposição metódica do espírito no sentido de situar, preliminarmente o problema do conhecimento em função da relação “sujeito-objeto”, indagando as suas condições e pressupostos. Ele aceita e recusa certas afirmações do empirismo e racionalismo, por isso, muitos autores acreditam em sua autonomia. Entretanto, devemos entender tal posição como uma análise crítica e profunda dos pressupostos do conhecimento.

Seu maior representante, Immanuel Kant, tem como marca a determinação a priori das condições lógicas das ciências. Ele declara que o conhecimento não pode prescindir da experiência, a qual fornece o material cognoscível e nesse ponto coincide com o empirismo. Porém, sustenta também que o conhecimento de base empírica não pode prescindir de elementos racionais, tanto que só adquire validade universal quando os dados sensoriais são ordenados pela razão. Segundo palavras do próprio autor, “os conceitos sem as intuições são vazios; as intuições sem os conceitos são cegas”.

Para ele, o conhecimento é sempre uma subordinação do real à medida do humano.

Conclui-se então, que pela ótica do criticismo, o conhecimento implica sempre numa contribuição positiva e construtora por parte do sujeito cognoscente em razão de algo que está no espírito, anteriormente à experiência do ponto de vista gnosiológico. 

 
B)    O Conhecimento Quanto à Essência

Nessa parte do estudo, analisaremos o ponto da Teoria do Conhecimento em que há mais divergências, sendo estas fundamentais pra o pleno conhecimento do assunto, que é o realismo e o idealismo.

 
• Realismo

Sabendo que a palavra realismo vem do latim res (coisa), podemos conceituar essa corrente como a orientação ou atitude espiritual que implica uma preeminência do objeto, dada a sua afirmação fundamental de que nós conhecemos coisas. Em outras palavras, é a independência ontológica da realidade, ou seja, o sujeito em função do objeto.

O realismo é subdividido em três espécies. O realismo ingênuo, o tradicional e o crítico.

O realismo ingênuo, também conhecido como pré-filosófico, é aquele em que o homem aceita a identidade de seu conhecimento com as coisas que sua mente menciona, sem formular qualquer questionamento a respeito de tal coisa. É a atitude do homem comum, que conhece as coisas e as concebem tais e quais aparecem.

Já o realismo tradicional é aquele em que há uma indagação a respeito dos fundamentos, há uma procura em demonstrar se as teses são verdadeiras, surgindo uma atitude propriamente filosófica, seguindo a linha aristotélica.

Por último, podemos citar o realismo cientifico, que é a linha do realismo que acentua a verificação de seus pressupostos concluindo pela funcionalidade sujeito-objeto e distinguindo as camadas conhecíveis do real como a participação – não apenas criadora –  do espírito no processo gnosiológico. Para os seguidores desse pensamento, conhecer é sempre conhecer algo posto fora de nós, mas que, se há conhecimento de algo, não nos é possível verificar se o objeto – que nossa subjetividade compreende – corresponde ou não ao objeto tal qual é em si mesmo.

Há portanto, no realismo, uma tese ou doutrina fundamental de que existe uma correlação ou uma adequação da inteligência a “algo” como objeto do conhecimento, de maneira que nós conhecemos quando a nossa sensibilidade e inteligência se conformam a algo de exterior a nós. De acordo com o modo de compreender-se essa “referibilidade a algo”, bifurca-se o realismo em tradicional e o crítico, que são as duas linhas pertinentes à filosofia.

 
• Idealismo

Surgiu na Grécia Antiga com Platão, denominado de idealismo transcendente, onde as idéias ou arquétipos ideais representam a realidade verdadeira, da qual seriam as realidades sensíveis, meras copias imperfeitas, sem validade em si mesmas, mas sim enquanto participam do ser essencial. O idealismo de Platão reduz o real ao ideal, resolvendo o ser em idéia, pois como ele já dizia, as idéias são o sol que ilumina e torna visíveis as coisas.

Alguns autores entendem que a doutrina platônica poderia ser vista como uma forma de realismo, pois para eles, o idealismo “verdadeiro” é aquele desenvolvido a partir de Descartes.

O que interessa à Teoria do Conhecimento, é o idealismo imanentista, que afirma que as coisas não existem por si mesmas, mas na medida e enquanto são representadas ou pensadas, de maneira que só se conhece aquilo que se insere no domínio de nosso espírito e não as coisas como tais, ou seja, há uma tendência a subordinar tudo à formas espirituais ou esquemas. No idealismo, que é a compreensão do real como idealidade (o que equivale dizer a realidade como espírito), o homem cria um objeto com os elementos de sua subjetividade, sem que algo preexista ao objeto (no sentindo gnosiológico).

Sintetizando, o idealismo é a doutrina ou corrente de pensamento que subordina ou reduz o conhecimento à representação ou ao processo do pensamento mesmo, por entender que a verdade das coisas está menos nelas do que em nós, em nossa consciência ou em nossa mente, no fato de serem “percebidas” ou “pensadas”.

Dentro dessa concepção existem duas orientações idealistas. Uma é a do idealismo psicológico ou conscienciológico, onde o que se conhece não são as coisas e sim a imagem delas. Podemos conceituá-lo como aquele em que a realidade é cognoscível se e enquanto se projeta no plano da consciência, revelando-se como momento ou conteúdo de nossa vida interior. Também chamado de idealismo subjetivo, este diz que o homem não conhece as coisas, e sim a representação que a nossa consciência forma em razão delas. Seus representantes são Hume, Locke e Berkeley.

A outra é a orientação idealista de natureza lógica, que parte da afirmação de que só conhecemos o que se converte em pensamento, ou é conteúdo de pensamento. Ou seja, o ser não é outra coisa senão idéia.

Seu maior representante, Hegel, diz em uma de suas obras que nós só conhecemos aquilo que elevamos ao plano do pensamento, de maneira que só há realidade como realidade espiritual.

Resumindo: na atitude psicológica, ser é ser percebido e na atitude lógica, ser é ser pensado.

 
C)    Possibilidade do Conhecimento

Essa parte da teoria do conhecimento é responsável por solucionar a seguinte questão: qual a possibilidade do conhecimento?

Para que seja possível respondê-la, muitos autores recorrem a duas importantes posições: o dogmatismo e o ceticismo, os quais veremos abaixo.

 
• Dogmatismo

É a corrente que se julga em condições de afirmar a possibilidade de conhecer verdades universais quanto ao ser, à existência e à conduta, transcendendo o campo das puras relações fenomenais e sem limites impostos a priori à razão.

Existem duas espécies de dogmatismo: o total e o parcial.

O primeiro é aquele em que a afirmação da possibilidade de se alcançar a verdade ultima é feita tanto no plano da especulação, quanto no da vida pratica ou da Ética. Esse dogmatismo intransigente, quase não é adotado, devido à rigorosidade de adequação do pensamento. Porém, encontramos em Hegel a expressão máxima desse tipo de dogmatismo, pois, existe em suas obras uma identificação absoluta entre pensamento e realidade. Como o próprio autor diz “o pensamento, na medida em que é, é a coisa em si, e a coisa em si, na medida em que é, é o pensamento puro”.

Já o parcial, adotado em maior extensão, tem um sentido mais atenuado, na intenção de afirmar-se a possibilidade de se atingir o absoluto em dadas circunstâncias e modos quando não sob certo prisma. Ou seja, é a crença no poder da razão ou da intuição como instrumentos de acesso ao real em si.

Alguns dogmáticos parciais se julgam aptos para afirmar a verdade absoluta no plano da ação. Entretanto, outros somente admitem tais verdades no plano especulativo. Daí origina-se a distinção entre dogmatismo teórico e dogmatismo ético.

O dogmatismo ético tem como adeptos Hume e Kant, que duvidavam da possibilidade de atingir as verdades últimas enquanto sujeito pensante (homo theoreticus) e afirmavam as razões primordiais de agir, estabelecendo as bases de sua Ética ou de sua Moral.

Por conseguinte, temos como adepto do dogmatismo teórico, Blaise Pascal, que não duvidava de seus cálculos matemáticos e da exatidão das ciências enquanto ciências, mas era assaltado por duvidas no plano do agir ou da conduta humana.

 
• Ceticismo

 Consiste numa atitude dubitativa ou uma provisoriedade constante, mesmo a respeito de opiniões emitidas no âmbito das relações empíricas. Essa atitude nunca é abandonada pelo ceticismo, mesmo quando são enunciados juízos sobre algo de maneira provisória, sujeitos a refutação à luz de sucessivos testes.

Ou seja, o ceticismo se distingue das outras correntes por causa de sua posição de reserva e de desconfiança em relação às coisas.

Há no ceticismo – assim como no dogmatismo – uma distinção entre absoluto e parcial, ressaltando que este último não será discutido nesse trabalho.

O ceticismo absoluto é oriundo da Grécia e também denominado pirronismo. Prega a necessidade da suspensão do juízo, dada a impossibilidade de qualquer conhecimento certo. Ele envolve tanto as verdades metafísicas (da realidade em si mesma), quanto as relativas ao fundo dos fenômenos. Segundo essa corrente, o homem não pode pretender nenhum conhecimento por não haver adequação possível entre o sujeito cognoscente e o objeto conhecido. Ou seja, para os céticos absolutos, não há outra solução para o homem senão a atitude de não formular problemas, dada a equivalência fatal de todas as respostas.

Um dos representantes do ceticismo de maior destaque na filosofia moderna é Augusto Comte.

CONCLUSÃO

Esse trabalho buscou de forma concisa reunir informações gerais acerca da Teoria do Conhecimento, baseando-se na visão de Miguel Reale, reunindo conceitos e origem de algumas correntes, seus objetivos e representantes.

BIBLIOGRAFIA

Reale,Miguel, Introdução à filosofia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 65-76;85-89; 119-123.

Autoria: Érika Batista Santos